Histórias da Mãe

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Sábado, 11 / 06 / 11

A nova cadeira da Inês de Cristal!

Hoje o dia está nublado. O Sol esconde-se envergonhado por entre as nuvens, que teimam em não se querer ir embora, e talvez seja por isso que a Inês de Cristal não se sente muito bem, os seus frágeis ossos doem-lhe.

 

Enrolada nas mantas, a Inês está com alguma dificuldade em arranjar vontade e energia para se despachar para a escola. Depois de olhar várias vezes para a janela grande que está mesmo ao lado da cabeceira da sua cama e ouvir os ramos da árvore do seu jardim a serem ligeiramente sacudidos pelo Sr. Vento, a Inês lembra-se que hoje, a professora Sílvia prometeu que iriam fazer um trabalho novo!

 

 De repente, a menina ganha uma nova energia e chama a mãe para a ajudar a vestir!

  

- Mãe – disse a Inês com muito entusiasmo – hoje na escola vamos fazer um trabalho muito engraçado!

 

-Sério filha? E o que é que vão fazer? Sabes? - Perguntou a mãe com curiosidade.

 

Enquanto a mãe penteava os seus longos cabelos encaracolados e lhe fazia uma bonita trança, a Inês explicou-lhe que o trabalho iria consistir em cada um desenhar um colega de turma e depois apresentar o seu desenho ao resto da classe!

 

- E quem vais desenhar Inês? Acho que vais desenhar alguém de quem gostas muito – perguntou a mãe, quase que adivinhando a resposta!

 

- Mãe, estive  apensar e vou desenhar a Iara! Ela é a minha melhor amiga e por isso tinha que a escolher – respondeu a Inês de Cristal com um grande sorriso.

 

Depois de a mãe ajudar a Inês a vestir-se e a pentear-se, foi com muito carinho que lhe deu um grande abraço e com aquela força de super-mãe, levantou-a da cama e colocou-a na sua cadeira de rodas.

 

A Inês olhou para a sua cadeira de rodas e de repente ficou com a sensação que a sua amiga especial que a transportava para todo o lado estava diferente! Havia qualquer coisa naquela cadeira que já não reflectia a luz de outros tempos. Havia qualquer coisa que já não transmitia a alegria e a força desta cadeira.

 

- Mãe – disse a Inês algo pensativa enquanto olhava à volta da sua cadeira – não achas que a minha cadeira de rodas já está a ficar velhinha e gasta?

 

A mãe olhou com mais atenção para a cadeira e de facto, também lhe pareceu que esta estava a precisar de ser trocada.

Contudo,   neste momento, as despesas com os medicamentos e as consultas de que a Inês precisava constantemente, eram tão grandes, que os pais não tinham dinheiro para gastar na compra de uma nova amiga para a sua filha. Nesse instante, a mãe da Inês, angustiada e triste respondeu à menina.

 

- Minha querida, de facto, a tua amiga especial está a ficar muito gasta, foram muitas aventuras que as duas viveram juntas, mas a mãe e o pai agora não têm dinheiro suficiente para te comprar uma nova. Desculpa filha!

 

A Inês sentiu-se muito culpada e infeliz por ter feito aquela pergunta à mãe, pois sabia das dificuldades que os seus pais enfrentavam todos os dias para lhe poderem proporcionar uma vida mais confortável apesar da sua doença e rapidamente se apressou a dizer à mãe:

 

- Oh mãe! Não te preocupes, esta minha amiga está gasta mas ainda dá para muitas aventuras!

 

- Olha – disse a Inês acariciando a cadeira de rodas – vês...esta minha amiga ainda me vai levar a muitos sítios!

Com a conversa, as duas nem se aperceberam que o Sr. Tempo corria e estava prestes a desaparecer!

 

- Oh Inês, vamos embora! Ai...a escola está quase a começar! – A mãe apressou-se a colocar a Inês no carro e rapidamente chegaram  ao portão verde, onde a D. Filomena já as esperava impaciente.

 

- Inês, hoje já vieste um pouco atrasada! Fiquei preocupada...vá...vamos embora que os meninos acabaram de entrar na sala de aula – disse a D. Filomena enquanto gentilmente empurrava a cadeira de rodas da Inês até à sua sala.

 

De repente, um pequeno e teimoso parafuso saltou da velhinha cadeira e nesse momento, uma das rodas deixou de rolar livremente, o que levou a Inês a chorar, pois ficou preocupada com a sua amiga que a transportava e que era a única que a podia levar para todo o lado! O que iria ser da Inês sem a sua cadeira?

 

Calmamente, a D. Filomena apanhou o pequeno parafuso do chão e disse à Inês:

 

- Olha querida, calma, eu vou chamar o Sr. Manuel e ele arranja-te a cadeira num instante! Não te preocupes!

 

O Sr. Manuel era um funcionário auxiliar da escola muito especial. Este senhor de cabelo já grisalho, de sorriso afável e com uma pequena barriguinha, sabia fazer mil coisas diferentes, desde cuidar dos jardins, a arranjar qualquer coisa que estivesse avariada!

 

- Fica descansada pequena menina de cristal!...Vamos lá ver o que se passa com esta preciosidade que aqui tens! – Disse o Sr. Manuel, que num instante voltou a aparafusar o parafuso traquina e ainda aproveitou para colocar um bocadinho de óleo nas rodas, o que fez com que elas passassem a deslizar muito mais suavemente!

 

Finalmente, depois daquelas aventuras todas logo pela manhã, a Inês entrou na sala de aula e explicou o que se tinha passado, pedindo desculpa pelo seu atraso!

 

- Professora, sabe...a minha cadeira está velhinha e gasta e por isso, há pouco um parafuso saltou, e o Sr. Manuel teve que a arranjar. Mas olhe, ela agora anda ainda melhor, apesar de já não brilhar como brilhava antigamente – disse a Inês enquanto olhava de novo para a sua cadeira de rodas.

 

Ela continuava a achar que faltava algo que voltasse a fazer com que a sua amiga especial brilhasse como ela se recordava que um dia tinha brilhado…faltava-lhe a alegria de outros tempos!

 

A Iara, que entretanto já se encontrava sentada junto da sua secretária, não pôde deixar de reparar na forma como a Inês olhava para a sua cadeira e curiosa, apressou-se a perguntar:

 

- Oh Inês, tu já não gostas da tua cadeira de rodas? Ela já não serve?

 

- Iara, eu gosto, mas ela já não brilha como antes…está gasta! - Respondeu a Inês cabisbaixa.

 

- Mas porque é que os teus pais não te compram outra? – Voltou a Iara a insistir, numa tentativa de arranjar uma solução para o problema da sua amiga!

 

- Sabes, os meus pais não podem comprar outra porque custa muito dinheiro e eles não ganham assim tanto que chegue para uma nova cadeira! Por isso, fiquei um bocadinho triste! – Respondeu a Inês tapando a cara envergonhada com os seus maravilhosos e teimosos caracóis loiros que saltavam da trança e reflectiam a luz do sol de cada vez que os raios atravessavam as nuvens e entravam pela janela da sala de aula.

 

A Iara pôs-se a pensar. Mais uma vez, como poderia ela ajudar a sua amiga Inês de Cristal? Ela não gostava nada de a ver triste.

 

Nesse instante, teve uma ideia. Saiu do seu lugar sem a Inês se aperceber e falou baixinho com a professora Sílvia.

 

A Inês achou estranho estarem as duas a sussurrar e a rir, mas voltou a olhar para a janela e a divagar nos pensamentos sobre a sua cadeira.

 

Ao fim de algum tempo, a Iara voltou ao seu lugar, a professora Sílvia saiu da sala e da porta chamou a D. Filomena que por breves instantes tomou conta da turma. O que teria ido fazer a Professora?

 

Passados alguns minutos a Professora Sílvia regressou à sala e dirigiu-se à auxiliar.

 

- D. Filomena, já falei com os pais da Inês e estamos a preparar-lhe uma pequena surpresa, por isso peço-lhe por favor, que me traga aquelas tintas especiais! - Disse a professora muito baixinho ao ouvido da auxiliar que logo lhe esboçou um sorriso piscando um olho como que em sinal de cumplicidade.

 

Depressa a D. Filomena chegou com uma caixa de madeira enfeitada cheia de pequenas latinhas, cada uma de sua cor. Todas juntas, as latinhas pareciam um pequeno arco-íris brilhante e nesse instante a Professora Sílvia levantou-se da sua secretária e dirigiu-se à turma:

 

- Meninos...afinal decidi que hoje vamos fazer outro trabalho. Este é ainda mais especial! – Dizia a professora enquanto pegava na Inês ao colo e a sentava numa outra cadeira.

 

- Hoje, cada um de vocês vai ajudar a tornar a cadeira de rodas da Inês mais colorida, alegre e ainda mais especial! Agarrem nos pincéis e nas latinhas de tinta!

 

Rapidamente todos os meninos se levantaram das suas carteiras. Estavam muitos entusiasmados e a Iara foi a primeira a desenhar. No seu desenho, ela pintou duas meninas de mão dada a rir, debaixo de um grande sol.

 

- Vês Inês, estas meninas somos nós, felizes e amigas para sempre! – Disse a Iara com um grande sorriso para a sua amiga de cristal!

 

A Inês estava espantada e ao mesmo tempo, muito feliz por ver todos os meninos a colorir a sua cadeira de rodas!

 

- Inês, guardei aqui um espacinho especial para ti. Toma o pincel, pois agora vais terminar tu de embelezar a tua amiga especial! – disse a professora Sílvia, levando a cadeira de rodas para perto da Inês.

 

No centro das costas da cadeira, a Inês desenhou e depois pintou de vermelho e cor-de-rosa, um grande coração e por cima, com a  ajuda da sua professora, escreveu: Obrigado!

 

Aquele obrigado era para todos os meninos, para a professora Sílvia, para a D. Filomena e para o Sr. Manuel que, juntos, tinham voltado a fazer com que a sua cadeira de rodas brilhasse mais que nunca. Estava fantástica a sua cadeira!

 

A tinta já estava seca quando os pais da Inês de Cristal chegaram para a vir buscar à escola e quando viram a cadeira de rodas ficaram impressionados e bastante emocionados com o gesto de todos os amigos de escola da sua filha. Nessa altura perceberam que ali também existiam pessoas que gostavam muito da Inês e que estavam dispostas a fazer tudo para que ela se sentisse feliz!

 

Enquanto a Inês apresentava a sua nova amiga aos seus pais e lhes explicava cada um dos desenhos que os seus amigos tinham feito, a D. Filomena entrou na sala com um saco que entregou à menina.

 

- Oh... D. Filomena é uma nova almofada para a minha cadeira de rodas! – Exclamou a Inês muito entusiasmada com a oferta da auxiliar da escola.

 

Durante toda a tarde, as auxiliares da escola tinham-se unido e enquanto os meninos pintavam a cadeira,  tinham cozido uma nova almofada para a Inês colocar na sua cadeira. Esta almofada foi feita com muitos quadradinhos de pano pequenos que juntos formavam uma espécie de arco-íris muito alegre!

 

Para rematar a decoração, a Iara trouxe ainda uma lindíssima fita de cetim cor-de-rosa. Esta fita foi cortada em dois bocados e com cada um a Iara fez bonitos laços nos braços da cadeira. Estava perfeita!

 

O trabalho estava completo. A Inês de Cristal já tinha uma nova cadeira de rodas! E esta era uma cadeira de rodas ainda mais especial, pois possuía um bocadinho de cada um dos seus amigos de escola.

 

Já no carro e a caminho de casa, a Inês, que estava muito cansada, olhou para trás onde estava a sua cadeira e voltou a contemplá-la.

 

Depois, fechou os olhos e deixou-se dormir.

 

Até casa, a Inês sonhou com os seus colegas, com a Professora Sílvia, com a sua maravilhosa amiga Iara, com a D. Filomena, com o Sr. Manuel e claro...com a sua cadeira de rodas e teve a certeza que depois do dia de hoje, esta ainda a haveria de levar para muitas aventuras.

publicado por Khayma às 19:32
Quarta-feira, 18 / 11 / 09

A Inês de Cristal!

 

A Inês era uma menina com 6 anos e muito pequenina para a Idade que tinha!
Tinha nascido diferente dos outros meninos, os seus ossinhos eram muito frágeis e por isso esta linda menina de cabelos loiros e encaracolados tinha que se deslocar numa cadeira de rodas especial pois não podia correr, saltar ou brincar!
Contudo ela não deixava de ser feliz por isso!
Numa linda manhã de verão, a Inês acordou cheia de medo, pois era a primeira vez que ia à escola dos meninos grandes.
Até aí, esta menina tinha estado em casa com a mãe que a protegia e a ajudava em todas as coisas que a Inês tinha dificuldade em fazer.
O sol espreitava pelas frestas da janela e a mãe bateu-lhe à porta do quarto!
- “Bom dia querida! Estás preparada para o dia maravilhoso que hoje vais ter?”
A Inês escondeu-se debaixo das mantas! Fingiu que ainda estava a dormir porque estava assustada com o desafio que tinha pela frente.
A mãe puxou as mantas suavemente e como as mães adivinham sempre o que se passa com os filhos, ela sabia que algo estava a preocupar a sua querida filha!
- “O que se passa Inês? Queres contar-me?”
A Inês levantou a cabeça e de olhos bem abertos disse à mãe:
- “Mãezinha….tenho medo de ir para a escola, e se os meninos não gostarem de mim? E se me acontece alguma coisa? E se ninguém quiser brincar ou falar comigo por eu ser diferente?”
A mãe, com toda a paciência explicou-lhe que, tal como os outros meninos, a Inês iria enfrentar mais um desafio, o de ir para a Escola, e tal como ela, os outros meninos também ficavam assustados com o primeiro dia de aulas, mas que no caso particular dela iria passar, porque ela não era diferente mas sim especial!
A Inês, corajosa como sempre tinha sido, lá decidiu despachar-se, e, com a ajuda da mãe, vestiu um vestido muito bonito, cheio de flores que a avó lhe tinha comprado pelos anos, para que fosse estreado apenas naquele dia único!
No cabelo longo, que a mãe escovou calmamente, a Inês levava dois lindos ganchos da cor do vestido!
O pai, que entretanto tinha achado estranha a demora da filha em vir tomar o pequeno almoço, foi ao quarto da Inês!
- “Bons dias filha linda! Estás preparada para o grande dia que tens hoje pela frente?” – perguntou o pai com um grande sorriso e abraçando a sua pequenina.
O pai não dizia nada e tentava disfarçar o seu nervosismo, pois tal como a Inês, ele também tinha medo que alguma coisa ou alguém fizesse mal à sua filhota!
Num gesto de grande cumplicidade a Inês abraçou o pai com muita força, como se procura-se absorver a coragem daquele homem que ela tanto amava!
O pai pegou-a ao colo e rodopiou, fazendo Inês rir intensamente e com os seus braços muito fortes, ajudou-a a sentar-se na cadeira de rodas.
Afinal, o seu dia até estava a começar muito bem!
Depois de tomarem todos juntos o pequeno-almoço, os pais foram levar a Inês à escola!
Quando ia no carro, Inês imaginava os seus futuros colegas, a sua professora, a sua secretária, a sua escola…até que o carro parou em frente a um portão verde, por onde passavam muitos meninos e meninas a correr, felizes por irem para a escola.
Os pais, ajudaram Inês a sentar-se na sua cadeira especial, e ao contrário dos outros meninos, ela aproximou-se bem devagar daquele portão.
Quando finalmente entrou, Inês sentiu um arrepio…porque estavam todos a olhar para ela?  Será que não iam gostar dela?
- “Bom Dia …Bem vinda Inês…esta é a tua escola!”- disse uma senhora de cabelo grisalho, com um ar muito simpático e com uma bata verde escura.
- “ Eu sou a auxiliar da tua escola, chamo-me Filomena e vou estar sempre por perto!”
A Inês tinha ficado mais descansada! Finalmente tinha encontrado alguém que poderia ajudá-la caso precisa-se!
Os meninos foram entrando para a sala, aos poucos despediam-se dos pais que os acompanhavam. Alguns choravam, outros riam-se, ainda outros baixavam a cabeça e andavam com passos muito curtos, pois talvez assim demorassem mais tempo a entrar!
Quando a Inês decidiu entrar, algo a impediu!
“Paf!” – ouviu-se na porta!
Ops! Alguém se tinha esquecido que a Inês se deslocava numa cadeira de rodas e por isso não tinham construído uma passadeira para que ela pudesse entrar!
“ Oh não…agora como é que eu entro?” – perguntou a Inês aflita à D. Filomena que no imediato pediu ajuda ao seu pai.
“É fácil, nós transportamos-te! – prometo que amanhã, quando chegares, já teremos este pequeno grande problema resolvido! Eu tratarei de tudo, fica descansada!” – disse a D. Filomena aliviando a Inês.
Finalmente a Inês entrou para dentro da sala e de repente toda a gente estava novamente com os olhos postos nela!
“ Bom dia Inês, eu sou a tua professora, chamo-me Sílvia e estes são os teus novos colegas de turma. Meninos, digam bom dia à Inês”- pediu a professora!
De repente e quase num único som se ouviu :
“Bom dia Inês!”
A professora Sílvia ajudou a Inês a deslocar-se para a secretária que lhe estava destinada, empurrando suavemente a sua cadeira de rodas. Ao seu lado estava uma menina, cujas lágrimas corriam pela cara abaixo, e a Inês ficou preocupada.
A professora Sílvia, começou por se apresentar aos meninos da sala , e depois passou a explicar tudo aquilo que precisava que cada um compra-se para poderem desenvolver as actividades que ela tinha planeado fazer com a turma, distribuindo uns papeis que cada menino teria que entregar aos seus pais.
A menina de cabelo encaracolado que estava ao lado de Inês não parava de chorar, até que ela ganhou coragem e cheia de vergonha procurou:
“Porque choras? Olha…Eu sou a Inês!”
A menina levantou a cabeça, olhou para a Inês e respondeu-lhe:
“Tenho saudades dos meus pais! Não conheço ninguém e não quero estar aqui!”
A Inês ficou surpreendida, pois afinal não era só ela que estava com medo daquele dia, não era só ela que tinha saudades dos pais!
“Sabes, eu também tenho saudades dos meus pais, e eu também não conheço ninguém, mas a partir de agora já conheço…tu! Como te chamas?” – perguntou a Inês feliz porque tinha encontrado alguém que, tal como ela, também estava assustada!
“Chamo-me Iara, tenho 6 anos e moro mesmo em frente à escola!” – de repente um sorriso apareceu na face daquela menina e entretanto as lágrimas pararam de correr!
Depois da professora Silvia explicar tudo aos meninos, chegou a hora do intervalo e todos se dirigiram para o átrio da escola.
Ao chegarem à rua, e quando percebeu que Inês tinha que ser ajudada pela D. Filomena a descer o degrau com a cadeira de rodas, a Iara, que era uma menina muito curiosa perguntou-lhe:
“Inês porque não andas, nem corres como os outros meninos? Porque andas nessa cadeira com umas rodas tão grandes?”
“Sabes, eu nasci com ossos especiais, muito frágeis e que se podem partir ao mínimo descuido. Além disso, não tenho força nas pernas para correr e brincar como tu! A minha mãe diz que eu tenho ossos de cristal e que por isso tenho que ter muito cuidado!” – respondeu a Inês prontamente!
A Iara ficou a pensar naquilo que Inês lhe tinha respondido, ela era mesmo especial… ao mesmo tempo interrogou-se de como seria possível brincar com a sua nova amiga sem que ela pudesse sair da cadeira de rodas…
De repente teve uma ideia genial!
“Olha Inês, sabes cantar?”
A Inês estava mais uma vez surpreendida! Ela adorava cantar!
“Claro, adoro cantar, de que tipo de música gostas?”
Rapidamente as duas meninas encontraram uma música que ambas conheciam e assim que começaram a cantar, os outros meninos foram-se aproximando!
Mas que magníficas vozes tinham as duas, pareciam anjos!
Num piscar de olhos todos os meninos da escola estavam parados em frente às duas meninas a escutá-las com atenção!
Quando acabaram a música, a Inês e a Iara ouviram um bater de palmas ruidoso e entusiasta! Todos tinham estado a ouvir!
Os meninos e a professora deram os parabéns às duas meninas e pediram que cantassem mais músicas.
A tarde entretanto passou bem rápida, e quando suou o toque de saida, os pais da Inês já se encontravam preparados para a levarem para casa e ansiosos de saberem como tinha corrido o seu primeiro dia de escola!
“Filha, conta à mãe e ao pai como correu o teu primeiro dia de escola! Estamos muito curiosos!” – disse a mãe assim que fechou a porta do carro!
“Muito bem mãe, fiz uma amiga especial, chama-se Iara e gosta de cantar como eu! Além disso cantámos as duas no intervalo e todos os meninos nos deram os parabéns!! Também gostei muito da professora Silvia, é muito simpática!” – respondeu a Inês com um enorme sorriso!
O caminho até casa pareceu-lhe bastante longo, e cansada daquele dia especial, Inês fechou os olhos e lembrou-se de tudo o que tinha acontecido, esboçando um sorriso.
À noite a Inês sonhou com a escola, com os amigos, com a D. Filomena, com a professora Silvia e com a sua amiga especial, a Iara, que tal como ela também gostava de cantar!
 
Andreia Guerreiro
sinto-me: muito bem!
publicado por Khayma às 22:49
Olá! Depois de ter passado muitas horas a tentar inventar histórias que mantivessem a minha princesa quieta por 5 minutos e que lhe explicassem alguns valores, decidi expô-las aqui, para que outros pais as possam utilizar para deliciar os seus pequenin

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